São essas as primeiras entidades a darem seus nomes (ou pelo menos se identificarem) para mim.
A primeira é minha criança, uma mocinha pequenina e agitada. Feliz, sensível e espoleta, ela gosta de tudo cor-de-rosa além de lacinhos, flores, borboletas e corações. Me fez ficar a tarde de domingo colando lantejoulas rosas, em formato de flor, peixes e golfinhos em seu saquinho branco. Ficou lindo e causou a discórdia no terreiro ontem! (rs) Tem uma chupeta toda estilizada também, que pendura no pescoço e reveza quando tem que comer balas e doces. Ela me faz sentir leve e feliz. Foi a primeira entidade que eu incorporei, então tenho um carinho especial por ela.
A segunda é a Vó. Rs
Não dá pra falar dela sem dar pelo menos um sorriso. Ela me deu seu nome em sonho, mas como ainda não tenho certeza...acho melhor não contar pra ninguém. Tudo tem que ser dourado ou amarelo ouro, tudo tem que ser âmbar ou brilho. Os tons de mostarda são o que ela mais adora. Também gosta muito de jóias, tanto que o primeiro sonho que eu tive com ela (e nem sabia que era ela na época) ela me deu um brinco. Usa um lenço na cabeça (amarelo, rs) e pulseiras nos braços (de ouro, rs) anda curvada porque é grande demais, negra demais e velha demais. Gosta de fumar cachimbo (não sei como vou suportar isso...rs) e está querendo um toco pra se apoiar (uma bengala, mas não deixe ela saber desse nome). Foi a presença dela, densa e pesada, que fez com que eu tomasse a decisão de seguir a umbanda. Após algum tempo tive um sonho com ela, em que ela estava presente no terreiro e solicitava algumas coisas...inclusive uma guia com algumas pedras naturais. Me passava com detalhes como fazer para limpar as pedras (deixar na água com sal grosso por 3 dias seguidos e após isso lava-las com um preparado de arruda - feito com as folhas maceradas em água pura, deixando-as guardadas em pano branco virgem) e cantava um ponto bem simpático...algo como "Agora eu só queria um pouco de fubá, um bom fumo em minha boca, pra eu poder me sossegar. Salve mamãe Oxum e meu papai Oxalá, me dêem força pro trabalho, pra eu poder me sossegar". Ontem incorporei a Velha pela primeira vez. Sua alegria foi grande na hora que chegou, mas minhas pernas não aguentavam seu peso. Assim, ela pediu um banquinho pra sentar... mas não foi atendida, por ninguém. Ninguém lhe deu atenção. E ela ficou nervosa. Mas depois entendeu. Ainda não é o momento de se fazer pedidos, agora é hora de reconhecerem a força dela, para depois ela poder "mandar e desmandar" no que é dela. Assim, ela foi um pouco "forçada" a ir embora. Rs...
A terceira é minha cabocla. A cabocla que eu não conheço direito, mas que me conhece muito melhor do que imagino...ou até melhor do que outras entidades minhas. Comecei a senti-la apenas quando incorporei ela pela primeira vez. Achava que eu estava na presença de um caboclo (um homem), mesmo porque os sonhos que eu tenho é com um caboclo...e eu não imaginava que eu podia ter os dois como entidades...rs Assim, ela se apresentou pra mim no próprio terreiro. Raramente sentia sua presença, mas hoje depois de uma incorporação intensa dela ontem, estou sentindo-a bem próxima de mim. Seu jeito é mais quieto, mais como uma água calma e tranquila. Sabedoria é uma palavra que eu acredito que a descreve bem. Uma sabedoria com um quê de malicia, pois que ela adora deixar as coisas assim...misteriosas! Comprei uma "ponta de flecha" em lápis-lazuli pra ela. Ela pediu isso para trabalhar, não foi permitido. Ela então pediu uma pemba, também não foi permitido. Tudo porque também estamos começando, e a permissão virá na próxima gira. Ela compreendeu com grande facilidade e então, deu seu nome para nós. Deu seu nome e trouxe uma força imensa para si. Seu nome é Inaiara e ela é índia. Foi assim que ela disse. Suas palavras tem uma maneira dura de sair, mas sua expressão é muito muito calma. Achei muito interessante essa percepção.
Hoje procurei saber o que significa o nome da cabocla, e encontrei o seguinte: raio de luar sobre as águas doces. Tem muita coisa no meio dessa única frase e ainda não pesquisei o suficiente. Mas com isso, sei que vou saber que linha que ela trabalha e a que veio. Sei também que a cada gira irei descobrindo mais e mais sobre essas e outras entidades...e também que vou aprender muitas coisas sobre os rituais.
Estou melhorando, aprimorando e crescendo.
Paz e Luz
Editado: Conversei com o Pai da casa e ele me explicou que no começo temos uma intervenção do médium com as entidades. Que muitas vezes elas se "misturam" na incorporação, uma vez que estamos abertos à espiritualidade e pelo menos 3 entidades estão presentes com a gente. Me deu a entender que a Vó na verdade não era a Vó...que ela veio alguns instantes, mas que a cabocla comandou a maior parte...até a hora que ela firmou pra valer. Também pediu pra eu anotar tudo o que a cabocla falou/pediu e ir pesquisando...pois é assim que vou descobrir que linha ela trabalha, que falange ela é e a que veio. Por isso, pediu pra eu pesquisar quais entidades que trabalham com flechas e pembas. Enfim...sinto como se estivesse começando do zero de novo. ^^
Ariel
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Ninho Vazio
Esse foi um fim de semana duro. Cheio de mudanças, cheio de certezas, cheio de decisões.
Começou na sexta a noitinha. Eu já havia percebido que minha mãe estava agindo de forma estranha comigo, cada vez mais distante. E eu estava cada vez mais triste. Quando cruzei com ela no caminho pra casa, foi como se dessem um golpe no meu coração. Senti a frieza, a angustia, a incerteza nela...e aquilo mexeu comigo profundamente, como tem mexido nos ultimos dias. Eu só queria que ela compreendesse e que não nos distanciassemos por causa disso. Qual não seria minha surpresa ao saber que era o que ela não queria também...
Mas naquele momento eu não sabia...naquele momento só veio aquela tristeza imensa, aquela dor que não tinha tamanho. Cheguei em casa e tudo vazio, tudo bagunçado por causa da reforma, tudo fora de lugar...eu não me reconhecia naquele lugar, eu não me encontrava. E comecei a chorar. Mas não foi um choro suave, foi o choro de alguém em desespero, completamente desamparada...eu estava tão triste que não aguentava mais guardar, e aquilo transbordou. Fiquei quase 1 hora chorando...quase 1 hora gemendo de dor, de tristeza, de solidão...a presença deles em torno de mim as vezes era acolhedora, mas as vezes só me fazia sentir ainda mais sozinha.
Me acalmei e fui tomar um banho, relaxando um pouco...mas não diminuindo a tristeza. Sair com meu noivo aquela noite me fez muito bem.
No dia seguinte, outras sensações de incomodo com ela. Cada vez mais eu percebia que a pressão era enorme. Resolvi que ia dormir na casa do meu noivo, primeiro pra fugir dessa situação...segundo porque eu não estava aguentando minha casa daquele jeito todo bagunçado e empoeirado. A tarde, enquanto descansavamos no quarto dele, comecei a me sentir mal de novo...na verdade, não tinha deixado de sentir isso. E recomecei a chorar. Simplesmente não estava aguentando aquele aperto dentro de mim, precisava sair...ele me abraçou e ficamos ali juntos durante muito tempo. Ele me fazia carinho e escutava, e eu só queria que aquela dor sumisse. Foi quando lembrei da minha pedrinha, aquela que a Cabocla Tainá me deu. Peguei ela da bolsa e coloquei perto do meu coração, as vezes voltando a chorar...mas me acalmando devagarinho. Eu comecei a perceber que estava morrendo de saudade da minha mãe, que eu não queria me distanciar dela, que ela estava sendo orgulhosa de não falar comigo, mas que enquanto não conversassemos isso não ia resolver, que eu estava crescendo rápido e ela não estava lá pra me acompanhar, e que minha maior dor era não poder compartilhar com ela todas as coisas incriveis que eu estou vivendo. Esses pensamentos foram vindo, sendo compreendidos, sendo assimilados e dispersos em mim...e eu fui acalmando. No fim acabei dormindo com o Ro do meu lado, me velando.
Foram 30 minutos de um sono tranquilo...acordei apenas uma vez, achando que algum celular estava vibrando. O meu noivo riu, e disse simplesmente: volte a dormir, quem esta vibrando é você! Mais tarde, aí sim, escutamos meu celular. E imagine você, era minha mãe...um pouco "chorosa", perguntando se eu ia mesmo dormir no meu noivo.
Isso não foi um acaso. E decidi, em seguida, voltar pra minha casa.
Foi importante e muito positico ter feito isso. Jantamos todos juntos, e percebi que ela estava carente disso. Carente de nós todos. Talvez, carente de si mesma. No meio de umas conversas, ela falou: "estou na sindrome do ninho vazio". Olhei pra ela triste...as vezes não sei se ela aguenta nós dois casando (eu e meu irmão). Mas ele, meu irmão, que não perde a piada...quebrou o gelo dizendo pra ela botar um ovo...rs
Dormi muito bem de sabado pra domingo...foram 10 horas de sono, interrompidas apenas por uma confusão da minha cabeça...achando que era dia de semana e acordando atrasada. Quase que fui trabalhar no domingo! rs
Ela tinha ido na missa, e eu fiquei em casa arrumando os meus pertences pra essa semana de pintor. Quando ela chegou, avisei que o meu noivo ia almoçar conosco...e ela respondeu de forma tão estupida, que quase gerou uma discussão! Fiquei muito magoada com a maneira como ela falou...mas eu estava me chateando por qq coisa que ela falasse, então...
Foi quando eu fui buscar uma água na cozinha e ela estava fazendo o almoço. Meu pai tinha ido buscar leite...estavamos sozinhas. E na hora que ela falou que precisavamos conversar, eu soube que a hora era aquela.
Resumindo, foi muito melhor do que eu imaginava. Conversamos tranquilas, sem nenhuma exaltação. A primeira questão foi justamente o maior medo da minha sogra: a influencia. Eles achavam que eu tinha sido influenciada por alguém. E foi aí que eu tive a oportunidade de contar pra ela sobre os anos que guardei isso pra mim. E ela entendeu... apesar de ter ficado magoada, como imaginei, ela entendeu. Muitas coisas ainda irão acontecer. Muito ela ainda vai se magoar, assim como eu. Se ela está triste pela minha decisão, eu estou triste por ve-la tão chateada assim. Tomar a decisão de seguir uma outra crença foi muito difícil. Muito. Justamente porque eu tenho a idéia de quanto isso abalaria a estrutura familiar de casa. Mas é isso que ela não quer. E isso me deixou feliz. Ela não quer que isso nos afaste.
As únicas coisas difíceis pra mim foram quando ela falou sobre eu não mostrar o que estou fazendo pra ela...isso porque eu sou absolutamente discreta, e também sobre o fato de eu não poder fazer as coisas que costumo dentro de uma igreja católica. Sao esses os dois pontos que ainda ficaram bastante pendentes. No mais, conseguimos deixar as coisas as claras.
O clima melhorou um pouco em casa. E melhorou muito dentro de mim. Estou bastante confiante que isso irá passar no momento certo.
Ontem a noite senti a força de todos eles, e acredito ter visto o rosto da Cabocla e do Antigo. Mas não tenho certeza...
Mais tarde coloco umas coisas que senti a respeito das pedras e da Vó.
Paz e Luz
Começou na sexta a noitinha. Eu já havia percebido que minha mãe estava agindo de forma estranha comigo, cada vez mais distante. E eu estava cada vez mais triste. Quando cruzei com ela no caminho pra casa, foi como se dessem um golpe no meu coração. Senti a frieza, a angustia, a incerteza nela...e aquilo mexeu comigo profundamente, como tem mexido nos ultimos dias. Eu só queria que ela compreendesse e que não nos distanciassemos por causa disso. Qual não seria minha surpresa ao saber que era o que ela não queria também...
Mas naquele momento eu não sabia...naquele momento só veio aquela tristeza imensa, aquela dor que não tinha tamanho. Cheguei em casa e tudo vazio, tudo bagunçado por causa da reforma, tudo fora de lugar...eu não me reconhecia naquele lugar, eu não me encontrava. E comecei a chorar. Mas não foi um choro suave, foi o choro de alguém em desespero, completamente desamparada...eu estava tão triste que não aguentava mais guardar, e aquilo transbordou. Fiquei quase 1 hora chorando...quase 1 hora gemendo de dor, de tristeza, de solidão...a presença deles em torno de mim as vezes era acolhedora, mas as vezes só me fazia sentir ainda mais sozinha.
Me acalmei e fui tomar um banho, relaxando um pouco...mas não diminuindo a tristeza. Sair com meu noivo aquela noite me fez muito bem.
No dia seguinte, outras sensações de incomodo com ela. Cada vez mais eu percebia que a pressão era enorme. Resolvi que ia dormir na casa do meu noivo, primeiro pra fugir dessa situação...segundo porque eu não estava aguentando minha casa daquele jeito todo bagunçado e empoeirado. A tarde, enquanto descansavamos no quarto dele, comecei a me sentir mal de novo...na verdade, não tinha deixado de sentir isso. E recomecei a chorar. Simplesmente não estava aguentando aquele aperto dentro de mim, precisava sair...ele me abraçou e ficamos ali juntos durante muito tempo. Ele me fazia carinho e escutava, e eu só queria que aquela dor sumisse. Foi quando lembrei da minha pedrinha, aquela que a Cabocla Tainá me deu. Peguei ela da bolsa e coloquei perto do meu coração, as vezes voltando a chorar...mas me acalmando devagarinho. Eu comecei a perceber que estava morrendo de saudade da minha mãe, que eu não queria me distanciar dela, que ela estava sendo orgulhosa de não falar comigo, mas que enquanto não conversassemos isso não ia resolver, que eu estava crescendo rápido e ela não estava lá pra me acompanhar, e que minha maior dor era não poder compartilhar com ela todas as coisas incriveis que eu estou vivendo. Esses pensamentos foram vindo, sendo compreendidos, sendo assimilados e dispersos em mim...e eu fui acalmando. No fim acabei dormindo com o Ro do meu lado, me velando.
Foram 30 minutos de um sono tranquilo...acordei apenas uma vez, achando que algum celular estava vibrando. O meu noivo riu, e disse simplesmente: volte a dormir, quem esta vibrando é você! Mais tarde, aí sim, escutamos meu celular. E imagine você, era minha mãe...um pouco "chorosa", perguntando se eu ia mesmo dormir no meu noivo.
Isso não foi um acaso. E decidi, em seguida, voltar pra minha casa.
Foi importante e muito positico ter feito isso. Jantamos todos juntos, e percebi que ela estava carente disso. Carente de nós todos. Talvez, carente de si mesma. No meio de umas conversas, ela falou: "estou na sindrome do ninho vazio". Olhei pra ela triste...as vezes não sei se ela aguenta nós dois casando (eu e meu irmão). Mas ele, meu irmão, que não perde a piada...quebrou o gelo dizendo pra ela botar um ovo...rs
Dormi muito bem de sabado pra domingo...foram 10 horas de sono, interrompidas apenas por uma confusão da minha cabeça...achando que era dia de semana e acordando atrasada. Quase que fui trabalhar no domingo! rs
Ela tinha ido na missa, e eu fiquei em casa arrumando os meus pertences pra essa semana de pintor. Quando ela chegou, avisei que o meu noivo ia almoçar conosco...e ela respondeu de forma tão estupida, que quase gerou uma discussão! Fiquei muito magoada com a maneira como ela falou...mas eu estava me chateando por qq coisa que ela falasse, então...
Foi quando eu fui buscar uma água na cozinha e ela estava fazendo o almoço. Meu pai tinha ido buscar leite...estavamos sozinhas. E na hora que ela falou que precisavamos conversar, eu soube que a hora era aquela.
Resumindo, foi muito melhor do que eu imaginava. Conversamos tranquilas, sem nenhuma exaltação. A primeira questão foi justamente o maior medo da minha sogra: a influencia. Eles achavam que eu tinha sido influenciada por alguém. E foi aí que eu tive a oportunidade de contar pra ela sobre os anos que guardei isso pra mim. E ela entendeu... apesar de ter ficado magoada, como imaginei, ela entendeu. Muitas coisas ainda irão acontecer. Muito ela ainda vai se magoar, assim como eu. Se ela está triste pela minha decisão, eu estou triste por ve-la tão chateada assim. Tomar a decisão de seguir uma outra crença foi muito difícil. Muito. Justamente porque eu tenho a idéia de quanto isso abalaria a estrutura familiar de casa. Mas é isso que ela não quer. E isso me deixou feliz. Ela não quer que isso nos afaste.
As únicas coisas difíceis pra mim foram quando ela falou sobre eu não mostrar o que estou fazendo pra ela...isso porque eu sou absolutamente discreta, e também sobre o fato de eu não poder fazer as coisas que costumo dentro de uma igreja católica. Sao esses os dois pontos que ainda ficaram bastante pendentes. No mais, conseguimos deixar as coisas as claras.
O clima melhorou um pouco em casa. E melhorou muito dentro de mim. Estou bastante confiante que isso irá passar no momento certo.
Ontem a noite senti a força de todos eles, e acredito ter visto o rosto da Cabocla e do Antigo. Mas não tenho certeza...
Mais tarde coloco umas coisas que senti a respeito das pedras e da Vó.
Paz e Luz
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Oriente
Ontem tive minha primeira gira do oriente, e foi maravilhoso! Eu estava muito cansada e preocupada durante todo o dia, pois o Stalin estava para chegar e isso me deixa bastante irritada. Mas ao chegar no centro, parece q tudo muda. Parece que eu fico diferente e meu coração fica tranquilo, pacifico, em oração plena.
Começamos com o Oriente ontem. No momento de abertura, quando todas as entidades do oriente eram chamadas, senti a presença do Antigo atras de mim. Ele queria vir. Eu o segurei, pedindo que me protegesse apenas...mas se o Pai o chamasse, eu deixaria. Não aconteceu, pelo menos não naquele momento. O silencio gostoso da gira, substituido pela minha inexperiencia na porta do terreiro. Passados alguns instantes eu já estava mais "craque" nisso junto com o Miltinho. Após toda a assistencia passar na corrente, o Pai me chamou. Foi então que ele "puxou" minha entidade do Oriente. O Antigo. Foi muito bom, mas ao mesmo tempo estranho. Alguns momentos senti medo, e sei que isso fez com que a energia dele se abalasse. Mas consegui firmar bem essa entidade. Pelo menos é o que senti. Meus olhos não focavam nada, mas sei que ele focava tudo. Ele só foi embora no final da gira do oriente, e fiquei com a energia dele durante um bom tempo.
Durante um período fiquei um pouco perdida. Não sabia quem cambonar, quem vigiar, onde ficar...rs Mas aos poucos eu fui me inteirando.
No fim, acabei cambonando a Cabocla Tainá. Foi muito bom, pois ela é bem diferente da Cabocla Jussara. Seus ensinamentos são com a mesma gentileza, mas ela é exigente quando se fala em ritualística. Percebi que terei que estudar bastante sobre cada Orixá. Ela não foi tão compreensiva quanto esperei, mas foi importante saber essa diferença entre as entidades.
No final do atendimento, conversei um pouco com ela a respeito da minha mãe. Nada é de diferente do que eu já sabia. A tristeza maior, na verdade, não é o fato da "intolerancia" mas eu não ter alguém com quem conversar a respeito de toda essa felicidade que sinto. O fato de eu não poder compartilhar dessa felicidade com ela...minha maior amiga que amo tanto. A cabocla me disse que é o tempo que irá faze-la entender...mas esse tempo é longo, e mais um. Então vai demorar mesmo. Disse que para minha mãe o conceito é de que existe o certo e errado em termos de religião...e enquanto ela pensar assim não irá entender o que estou passando. Mas chegará o dia em que ela verá o quanto eu estou feliz e é nesse momento que ela irá entender. Então, que eu trabalhe para me sentir cada vez mais feliz com a minha decisão, para que o tempo chegue. A cabocla me deu uma pedra roxa, para minha proteção e fé. Também pediu para que a cada gira eu pegue uma flor e leve para casa...pediu para que eu dê para minha mãe e fale que é pra ela. Eu espero ter coragem para em breve fazer isso. Por enquanto deixei a rosa em casa, no vasinho.
Estava quase tudo terminado, com direito a batismo e trabalho para a mãe de um dos da casa. Foi então que o Pai da casa me chamou, e "puxou" novamente minha cabocla. Ela ficou durante mais tempo, dançou e quis falar...mas eu não consegui deixar. Não porque não quis...eu não consegui e ela também não conseguiu. Eu acabei resistindo, inconscientemente. Depois meu noivo me falou que isso é normal, pois o médium acha que não é ele, que vai interferir, que isso ou aquilo e acaba barrando a energia. Senti que ela ficou um tanto quanto nervosa, pois ela precisava falar a respeito de sua guia. Lembro que era uma guia azul e branca...apesar de eu não ter certeza se era branca ou cristal. Por isso vou aguardar algum sonho ou a próxima vez que ela vier. Foi difícil demais firmar depois que voltei, ela estava por perto com a energia forte. Eu sentia ela querendo voltar, eu sentia que precisava deixar ela voltar. Mas a Mãe da casa pediu para ficar firme, pois eu não podia deixar. Ela explicou que uma das maiores dificuldades do médium é firmar-se, porque não é a entidade que quer voltar...na verdade somos nós que as chamamos...pois a energia é tão grande que queremos que volte. Assim, temos que ser firmes do que fazemos.
Acabou cedo ontem...eram 11:20 quando encerramos a gira. Parecia que o tempo tinha parado. Tudo foi feito, tudo foi terminado ou começado, acabamos com uma tranquilidade surpreendente.
Cheguei em casa era meia noite, meus pais dormiam e meu irmão estava no quarto. Eu estava agitada demais. Tomei meus remédios, um banho quentinho e fui dormir.
Hoje estou um bagaço, pois o Stalin esta presente com toda a força. Minha cabeça parece que vai explodir. Mas ao mesmo tempo estou bastante tranquila, com uma boa energia me tomando, aguardando a próxima terça-feira.
Paz e Luz
Começamos com o Oriente ontem. No momento de abertura, quando todas as entidades do oriente eram chamadas, senti a presença do Antigo atras de mim. Ele queria vir. Eu o segurei, pedindo que me protegesse apenas...mas se o Pai o chamasse, eu deixaria. Não aconteceu, pelo menos não naquele momento. O silencio gostoso da gira, substituido pela minha inexperiencia na porta do terreiro. Passados alguns instantes eu já estava mais "craque" nisso junto com o Miltinho. Após toda a assistencia passar na corrente, o Pai me chamou. Foi então que ele "puxou" minha entidade do Oriente. O Antigo. Foi muito bom, mas ao mesmo tempo estranho. Alguns momentos senti medo, e sei que isso fez com que a energia dele se abalasse. Mas consegui firmar bem essa entidade. Pelo menos é o que senti. Meus olhos não focavam nada, mas sei que ele focava tudo. Ele só foi embora no final da gira do oriente, e fiquei com a energia dele durante um bom tempo.
Durante um período fiquei um pouco perdida. Não sabia quem cambonar, quem vigiar, onde ficar...rs Mas aos poucos eu fui me inteirando.
No fim, acabei cambonando a Cabocla Tainá. Foi muito bom, pois ela é bem diferente da Cabocla Jussara. Seus ensinamentos são com a mesma gentileza, mas ela é exigente quando se fala em ritualística. Percebi que terei que estudar bastante sobre cada Orixá. Ela não foi tão compreensiva quanto esperei, mas foi importante saber essa diferença entre as entidades.
No final do atendimento, conversei um pouco com ela a respeito da minha mãe. Nada é de diferente do que eu já sabia. A tristeza maior, na verdade, não é o fato da "intolerancia" mas eu não ter alguém com quem conversar a respeito de toda essa felicidade que sinto. O fato de eu não poder compartilhar dessa felicidade com ela...minha maior amiga que amo tanto. A cabocla me disse que é o tempo que irá faze-la entender...mas esse tempo é longo, e mais um. Então vai demorar mesmo. Disse que para minha mãe o conceito é de que existe o certo e errado em termos de religião...e enquanto ela pensar assim não irá entender o que estou passando. Mas chegará o dia em que ela verá o quanto eu estou feliz e é nesse momento que ela irá entender. Então, que eu trabalhe para me sentir cada vez mais feliz com a minha decisão, para que o tempo chegue. A cabocla me deu uma pedra roxa, para minha proteção e fé. Também pediu para que a cada gira eu pegue uma flor e leve para casa...pediu para que eu dê para minha mãe e fale que é pra ela. Eu espero ter coragem para em breve fazer isso. Por enquanto deixei a rosa em casa, no vasinho.
Estava quase tudo terminado, com direito a batismo e trabalho para a mãe de um dos da casa. Foi então que o Pai da casa me chamou, e "puxou" novamente minha cabocla. Ela ficou durante mais tempo, dançou e quis falar...mas eu não consegui deixar. Não porque não quis...eu não consegui e ela também não conseguiu. Eu acabei resistindo, inconscientemente. Depois meu noivo me falou que isso é normal, pois o médium acha que não é ele, que vai interferir, que isso ou aquilo e acaba barrando a energia. Senti que ela ficou um tanto quanto nervosa, pois ela precisava falar a respeito de sua guia. Lembro que era uma guia azul e branca...apesar de eu não ter certeza se era branca ou cristal. Por isso vou aguardar algum sonho ou a próxima vez que ela vier. Foi difícil demais firmar depois que voltei, ela estava por perto com a energia forte. Eu sentia ela querendo voltar, eu sentia que precisava deixar ela voltar. Mas a Mãe da casa pediu para ficar firme, pois eu não podia deixar. Ela explicou que uma das maiores dificuldades do médium é firmar-se, porque não é a entidade que quer voltar...na verdade somos nós que as chamamos...pois a energia é tão grande que queremos que volte. Assim, temos que ser firmes do que fazemos.
Acabou cedo ontem...eram 11:20 quando encerramos a gira. Parecia que o tempo tinha parado. Tudo foi feito, tudo foi terminado ou começado, acabamos com uma tranquilidade surpreendente.
Cheguei em casa era meia noite, meus pais dormiam e meu irmão estava no quarto. Eu estava agitada demais. Tomei meus remédios, um banho quentinho e fui dormir.
Hoje estou um bagaço, pois o Stalin esta presente com toda a força. Minha cabeça parece que vai explodir. Mas ao mesmo tempo estou bastante tranquila, com uma boa energia me tomando, aguardando a próxima terça-feira.
Paz e Luz
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Retorno
Neste fim de semana tive uma experiência estranha. Na sexta-feira eu estava me sentindo bem, até um determinado momento. De repente comecei a sentir uma situação bem esquisita...uma dor terrivel no meu braço esquerdo. Aquilo foi começando a me incomodar, não que eu não esteja habituada com dores, mas era muito insistente e só de um lado. Achei estranho. Em seguida comecei a sentir uns arrepios mais estranhos ainda...só na cabeça! Como se estivessem "puxando" meu cabelo...eu ia no banheiro e sentia cheiros esquisitos e azedos. Liguei pro meu noivo, e qual não foi minha surpresa ao descobrir que ele estava sentindo exatamente a mesma coisa!? Ligamos para o Pai da casa, que nos orientou a acender uma vela para as almas benditas, sabidas e iluminadas. Mas com a correria da sexta-feira, ainda mais que nós iamos viajar, não conseguimos. Achei que poderia dar algo errado, mas as sensações foram embora do mesmo jeito que vieram.
Na viajem senti muito a presença daquela entidade mais antiga que comentei no post anterior. Inclusive, eu fui um pouco rude com ele...perguntando porque ele não me proetegeu dessa energia negativa que me deu a dor no braço. Ao qual ele respondeu prontamente que não foi ele que não me protegeu, fui eu quem deixou entrar. Assim, desde então tenho determinado com mais força que nada de ruim adentrará em mim enquanto eu estiver com meu manto azul e com minhas entidades protetoras.
O único momento do fim de semana que foi diferente, foi a noite de sabado para domingo...em que fiquei agitada demais, me sentindo um tanto desamparada...não sei explicar. Era uma sensação de urgência, de ansiedade, de medo, de agitação...eu acordei diversas vezes durante a noite, me encostando no meu noivo para tentar me proteger de algo que eu não sabia o que. Na manhã seguinte, a sensação havia passado.
Ah, também contei pro Pai da casa sobre o sonho com o caboclo...ele achou lindo demais, e falou pra eu conversar com ele...porque esse caboclo nada mais é que o meu Pai de cabeça e que ele fincou a espada por estar mostrando que ele pertence aquela casa. Fiquei muito feliz com essa notícia, apesar de eu praticamente ter certeza disso. rs
Ontem e hoje os dias estão curtos, cansativos e estressantes. Estou em meio a uma TPM monstro e minha cabeça parece que vai explodir. O problema de estar assim é que não tenho certeza se é da TPM ou se é da gira de oriente que teremos hoje. Também estou diferente...praticamente não sinto a presença de ninguém, mesmo sabendo que eles estão aqui comigo. Acho que por causa da sensibilidade da TPM...sei lá. Hoje vou conversar a noite com o pessoal pra saber...
Acho que é isso...
Na viajem senti muito a presença daquela entidade mais antiga que comentei no post anterior. Inclusive, eu fui um pouco rude com ele...perguntando porque ele não me proetegeu dessa energia negativa que me deu a dor no braço. Ao qual ele respondeu prontamente que não foi ele que não me protegeu, fui eu quem deixou entrar. Assim, desde então tenho determinado com mais força que nada de ruim adentrará em mim enquanto eu estiver com meu manto azul e com minhas entidades protetoras.
O único momento do fim de semana que foi diferente, foi a noite de sabado para domingo...em que fiquei agitada demais, me sentindo um tanto desamparada...não sei explicar. Era uma sensação de urgência, de ansiedade, de medo, de agitação...eu acordei diversas vezes durante a noite, me encostando no meu noivo para tentar me proteger de algo que eu não sabia o que. Na manhã seguinte, a sensação havia passado.
Ah, também contei pro Pai da casa sobre o sonho com o caboclo...ele achou lindo demais, e falou pra eu conversar com ele...porque esse caboclo nada mais é que o meu Pai de cabeça e que ele fincou a espada por estar mostrando que ele pertence aquela casa. Fiquei muito feliz com essa notícia, apesar de eu praticamente ter certeza disso. rs
Ontem e hoje os dias estão curtos, cansativos e estressantes. Estou em meio a uma TPM monstro e minha cabeça parece que vai explodir. O problema de estar assim é que não tenho certeza se é da TPM ou se é da gira de oriente que teremos hoje. Também estou diferente...praticamente não sinto a presença de ninguém, mesmo sabendo que eles estão aqui comigo. Acho que por causa da sensibilidade da TPM...sei lá. Hoje vou conversar a noite com o pessoal pra saber...
Acho que é isso...
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Tranquilidade Ansiosa
Sabe aqueles dias em que a gente esta tranquilo, sossegado...mas ansioso não sabe porque?
As vezes acredito que seja o clima que faça isso comigo. O dia está cinza, escuro e com uma garoa fina e gelada...tenho vontade de ficar embaixo das cobertas e super-protegida. Também acredito que esse meu sentimento tenha a ver com uma TPM contida que estou essa semana.
Ontem acabei não conversando com o Pai a respeito do sonho com o caboclo, vou tentar falar com ele hoje. Apesar de saber que não é urgente, mas sinto que enquanto não contar a ele o sonho não vai parar.
Hoje senti a presença dos meus enquanto eu vinha para o trabalho, e lembrei da época em que eu estudava os anjos. Logo quando comecei a sentir o Ariel. Lembrei de uma presença que eu gostava e respeitava muito, mas que achava engraçada...porque ele era muito sério. Hoje o senti ao meu lado. Não sei quem ele é, mas sei que os outros ficam "tirando um sarro" com ele...porque ele é sério demais. Ele é grande, só isso que sei. Ele é o maior de todos e talvez o mais antigo (não o mais velho...o mais velho é a Velha...rs), e me protege de uma forma diferente...não sei explicar.
Estou torcendo para que hoje seja um dia bom e rápido. Estou muito cansada e preciso relaxar...
E como minha cabocla resolveu que eu vou ter toda a dor nas pernas hoje (ela forçou um pouco e eu também resisti um pouco na última terça), vai ser um dia difícil...rsrsrs
As vezes acredito que seja o clima que faça isso comigo. O dia está cinza, escuro e com uma garoa fina e gelada...tenho vontade de ficar embaixo das cobertas e super-protegida. Também acredito que esse meu sentimento tenha a ver com uma TPM contida que estou essa semana.
Ontem acabei não conversando com o Pai a respeito do sonho com o caboclo, vou tentar falar com ele hoje. Apesar de saber que não é urgente, mas sinto que enquanto não contar a ele o sonho não vai parar.
Hoje senti a presença dos meus enquanto eu vinha para o trabalho, e lembrei da época em que eu estudava os anjos. Logo quando comecei a sentir o Ariel. Lembrei de uma presença que eu gostava e respeitava muito, mas que achava engraçada...porque ele era muito sério. Hoje o senti ao meu lado. Não sei quem ele é, mas sei que os outros ficam "tirando um sarro" com ele...porque ele é sério demais. Ele é grande, só isso que sei. Ele é o maior de todos e talvez o mais antigo (não o mais velho...o mais velho é a Velha...rs), e me protege de uma forma diferente...não sei explicar.
Estou torcendo para que hoje seja um dia bom e rápido. Estou muito cansada e preciso relaxar...
E como minha cabocla resolveu que eu vou ter toda a dor nas pernas hoje (ela forçou um pouco e eu também resisti um pouco na última terça), vai ser um dia difícil...rsrsrs
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Uma espada no chão
Antes que eu me esqueça novamente de colocar aqui...
Tenho tido um sonho com uma frequencia estranha, até preciso dar uma ligadinha para o Pai da casa, porque não acho que seja exatamente normal...
Estou eu no centro e pedem para que eu incorpore um caboclo. O meu caboclo. Ainda não sei seu nome, só sei que ele se veste de azul escuro e branco. No momento que ele chega (e estranho perceber que não me vejo no sonho, mas vejo a ele no meu lugar), alguém lhe dá uma espada...é uma espada curva, de cor prateada e cravada com pedras azuis também.
Quando ele pega a espada, começa a dançar...ele vai dançando e fazendo seu ritual por todo o terreiro. Vejo as pessoas em circulo, aguardando que ele terminasse. A força é grande, sinto ela dentro de mim...até mesmo no sonho. Ele esta "prendendo" alguma coisa com aquela força...está protegendo algo/alguém de alguma outra coisa. Não consigo distinguir nada.
Vejo o pai da casa sentado em seu banco no canto do terreiro, ele sorri. O caboclo movimenta a espada e dança, colocando um joelho no chão e depois o outro (intercalando). Em um único grito, no ápice de tudo, ele subitamente enfia a espada até a metade no chão do terreiro em frente ao Peji. Vejo os enfeites da espada balançarem e pararem subitamente. Sem dizer mais nenhuma palavra, o caboclo cumprimenta o Pai e vai embora.
Escuto o Pai dizer que nunca viu nada tão bonito e que a espada devera ficar ali até o fim do que tinhamos que fazer. Seriam algumas luas (não sei quantas).
Me vejo amparada por duas outras pessoas, suando demais e tremula.
Então tudo acaba.
Tenho tido um sonho com uma frequencia estranha, até preciso dar uma ligadinha para o Pai da casa, porque não acho que seja exatamente normal...
Estou eu no centro e pedem para que eu incorpore um caboclo. O meu caboclo. Ainda não sei seu nome, só sei que ele se veste de azul escuro e branco. No momento que ele chega (e estranho perceber que não me vejo no sonho, mas vejo a ele no meu lugar), alguém lhe dá uma espada...é uma espada curva, de cor prateada e cravada com pedras azuis também.
Quando ele pega a espada, começa a dançar...ele vai dançando e fazendo seu ritual por todo o terreiro. Vejo as pessoas em circulo, aguardando que ele terminasse. A força é grande, sinto ela dentro de mim...até mesmo no sonho. Ele esta "prendendo" alguma coisa com aquela força...está protegendo algo/alguém de alguma outra coisa. Não consigo distinguir nada.
Vejo o pai da casa sentado em seu banco no canto do terreiro, ele sorri. O caboclo movimenta a espada e dança, colocando um joelho no chão e depois o outro (intercalando). Em um único grito, no ápice de tudo, ele subitamente enfia a espada até a metade no chão do terreiro em frente ao Peji. Vejo os enfeites da espada balançarem e pararem subitamente. Sem dizer mais nenhuma palavra, o caboclo cumprimenta o Pai e vai embora.
Escuto o Pai dizer que nunca viu nada tão bonito e que a espada devera ficar ali até o fim do que tinhamos que fazer. Seriam algumas luas (não sei quantas).
Me vejo amparada por duas outras pessoas, suando demais e tremula.
Então tudo acaba.
(In)Tolerância - 2
Pois é...nem sempre tudo é como parece e a grande maioria das vezes não é bem como a gente quer. Eu gostaria de não dar tanta importância assim para os comentários dela, mas o que vou fazer? Ela é minha mãe...e foi durante muito tempo que a vi como uma pessoa perfeita, difícil entender que ela não é...que é ser humano como eu ou você e que eu já sou adulta suficiente para viver e responder pelos meus próprios atos. Como é difícil cortar essa relação de dependência! Como é duro trabalhar isso dentro de mim!
Mas falemos de coisas melhores, porque esse assunto daria um blog inteiro...e eu quero evitar pensar e maquinar coisas antes do tempo. Aliás, o Tempo será meu maior parceiro nessa jornada.
Ontem foi meu primeiro dia de trabalho de branco na casa. Eu estava ansiosa durante todo o dia, extremamente agitada...mas não tanto quanto na terça passada (quando tivemos um trabalho pesado e eu tive uns sonhos estranhos). Ontem eu me sentia tranquila e preparada, em paz com a decisão tomada.
Acompanhei a Cabocla Jussara durante todo o tempo, como cambona. Aprendendo e escutando os ensinamentos dessa mulher forte e tranquila. Sua expressão é séria, e isso assustava alguns...mas aos poucos fui percebendo que suas palavras eram como um mel doce nos ouvidos dos consulentes (e nos meus, porque não dizer!). Fiquei atenta a todos os movimentos e ensinamentos, com medo de perder alguma informação para anotar...mas sinto que deu tudo certo!
Em um determinado momento fui chamada a ser benzida (eu estava mesmo precisando, estou com uma rinite alérgica infindável faz mais ou menos 1 mês) e senti a presença de alguém junto a mim. Durante toda a gira não tive problemas de tosse ou do nariz escorrendo (não tanto quanto o dia), e isso já me alegrou bastante...Hoje mesmo me sinto muito melhor!
Ao final dos atendimentos, talvez como algum merecimento pelo trabalho feito...não sei, o Pai pediu para que a Cabocla Jussara "puxasse" a minha Cabocla. E foi o que aconteceu. Engraçado eu perceber na hora a presença dela, firme e suave ao mesmo tempo. Senti ela dançando e mexendo, senti ela rindo e dizendo não ser a hora de falar seu nome ainda. Nunca havia sentido sua presença, pois até então eu acreditava ser protegida por um Caboclo (e talvez seja também...rs)...foi ótimo percebe-la junto de mim. Diferente de quando a Preta Velha se aproximou, quando senti o pescoço duro e um enjoo forte, a Cabocla veio e se foi com uma tranquilidade surpreendente. E fiquei sentindo a felicidade dela, por estar de volta para fazer caridade, durante o restante da noite.
O Pai cruzou minhas guias ontem, agora estou mais protegida do que nunca...rs
O trabalho feito para a mãe de uma pessoa da casa foi pesado, mas honestamente eu nem senti...o mal estar da semana passada foi zilhões de vezes mais forte. Ficou apenas uma sensação de gases e uma dorzinha incomoda na lombar (que passaram logo que sai do centro).
Eu estava ótima, feliz, viva...me sentindo leve e disposta. Mas a ligação da minha mãe minou as minhas forças...e isso me incomodou demais. Não sei trabalhar com isso ainda, não sei fazer direitinho...tenho tanto a crescer nesse ponto! Fiquei irritada e triste, pra baixo...tentando lembrar das vibrações da cabocla e da alegria do Pai Preto (que tirou um barato da cara dos meninos no fim da gira...rs)...mas foi difícil.
Cheguei em casa e tomei um banho rápido, tentando fazer o mínimo de barulho possível...pedindo a todos os meus que me fizessem dormir assim que eu caisse na cama, pra poder esquecer. As pernas começaram a doer, resultado da força da minha Cabocla (ainda não acostumada a vir a terra comigo) e o peso na cama foi imenso. Aos poucos dormi, escutei ao longe uma chuva forte e pedi as Iabás para que lavassem todo o mal, toda a intolerancia, toda a magoa e raiva com aquela chuva...e consegui dormir ainda melhor.
Ela não me chamou hoje. Eu escutei ela levantar e ir no banheiro, escutei ela passando pela minha porta sem entrar...apenas sentada na cama é que ela me olhou e disse um "bom dia" seco.
E assim começou meu dia.
Mas falemos de coisas melhores, porque esse assunto daria um blog inteiro...e eu quero evitar pensar e maquinar coisas antes do tempo. Aliás, o Tempo será meu maior parceiro nessa jornada.
Ontem foi meu primeiro dia de trabalho de branco na casa. Eu estava ansiosa durante todo o dia, extremamente agitada...mas não tanto quanto na terça passada (quando tivemos um trabalho pesado e eu tive uns sonhos estranhos). Ontem eu me sentia tranquila e preparada, em paz com a decisão tomada.
Acompanhei a Cabocla Jussara durante todo o tempo, como cambona. Aprendendo e escutando os ensinamentos dessa mulher forte e tranquila. Sua expressão é séria, e isso assustava alguns...mas aos poucos fui percebendo que suas palavras eram como um mel doce nos ouvidos dos consulentes (e nos meus, porque não dizer!). Fiquei atenta a todos os movimentos e ensinamentos, com medo de perder alguma informação para anotar...mas sinto que deu tudo certo!
Em um determinado momento fui chamada a ser benzida (eu estava mesmo precisando, estou com uma rinite alérgica infindável faz mais ou menos 1 mês) e senti a presença de alguém junto a mim. Durante toda a gira não tive problemas de tosse ou do nariz escorrendo (não tanto quanto o dia), e isso já me alegrou bastante...Hoje mesmo me sinto muito melhor!
Ao final dos atendimentos, talvez como algum merecimento pelo trabalho feito...não sei, o Pai pediu para que a Cabocla Jussara "puxasse" a minha Cabocla. E foi o que aconteceu. Engraçado eu perceber na hora a presença dela, firme e suave ao mesmo tempo. Senti ela dançando e mexendo, senti ela rindo e dizendo não ser a hora de falar seu nome ainda. Nunca havia sentido sua presença, pois até então eu acreditava ser protegida por um Caboclo (e talvez seja também...rs)...foi ótimo percebe-la junto de mim. Diferente de quando a Preta Velha se aproximou, quando senti o pescoço duro e um enjoo forte, a Cabocla veio e se foi com uma tranquilidade surpreendente. E fiquei sentindo a felicidade dela, por estar de volta para fazer caridade, durante o restante da noite.
O Pai cruzou minhas guias ontem, agora estou mais protegida do que nunca...rs
O trabalho feito para a mãe de uma pessoa da casa foi pesado, mas honestamente eu nem senti...o mal estar da semana passada foi zilhões de vezes mais forte. Ficou apenas uma sensação de gases e uma dorzinha incomoda na lombar (que passaram logo que sai do centro).
Eu estava ótima, feliz, viva...me sentindo leve e disposta. Mas a ligação da minha mãe minou as minhas forças...e isso me incomodou demais. Não sei trabalhar com isso ainda, não sei fazer direitinho...tenho tanto a crescer nesse ponto! Fiquei irritada e triste, pra baixo...tentando lembrar das vibrações da cabocla e da alegria do Pai Preto (que tirou um barato da cara dos meninos no fim da gira...rs)...mas foi difícil.
Cheguei em casa e tomei um banho rápido, tentando fazer o mínimo de barulho possível...pedindo a todos os meus que me fizessem dormir assim que eu caisse na cama, pra poder esquecer. As pernas começaram a doer, resultado da força da minha Cabocla (ainda não acostumada a vir a terra comigo) e o peso na cama foi imenso. Aos poucos dormi, escutei ao longe uma chuva forte e pedi as Iabás para que lavassem todo o mal, toda a intolerancia, toda a magoa e raiva com aquela chuva...e consegui dormir ainda melhor.
Ela não me chamou hoje. Eu escutei ela levantar e ir no banheiro, escutei ela passando pela minha porta sem entrar...apenas sentada na cama é que ela me olhou e disse um "bom dia" seco.
E assim começou meu dia.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
(In)Tolerância
Depois de um dia longo e agitado ontem, de um monte de dúvidas...um monte de respostas e puxões de orelha...acho que recebi uma recompensa.
Os puxões de orelha foram no bom sentido. Encontrei um blog em que existem muitos textos bacanas para nós, que estamos iniciando os trabalhos na caridade atraves da mediunidade. Esses textos falam sobre todas as angústias e ansiedades que nos acometem e nos "dão um breque", afinal de contas...pra que tanta pressa, non?
As vezes acho que estou com pressa porque vejo o tempo que já perdi, mas ao mesmo tempo sei que esse tempo foi necessário para que eu chegasse até aqui da forma como sou hoje. Ontem, lendo os textos percebi que eram "para mim". Eram aquelas palavras que eu precisava "ouvir". Não preciso ter pressa em descobrir nomes de orixás ou arquétipos ou incorporações...não preciso ficar com medo e me adiantar perante minhas visões ou sensações, só me basta a paciência, discernimento, humildade.
Pedi aqueles que me acompanham auxílio nessa minha ansiedade em ajudar os outros. Pois antes de tudo preciso ajudar a mim mesma.
Pensando em tudo isso fui pra casa, e uma mansidão boa e gostosa tomou conta do meu coração. Acabei me acalmando.
Mas, como toda véspera de terça-feira (dia de trabalhos no centro), eu fico ansiosa por causa dos meus pais. Ao mesmo tempo que sei que eles já sabem, também sei que ainda não aceitam...que ainda não veem com bons olhos o que está acontecendo. E até pior: preferem fingir que não veem. Isso me machuca e preocupa. Assim, arrumando minhas coisas discretamente para amanhã...eu escutei minha mãe chegar (normalmente ela chega cedo às segundas, mas desta vez foi MUITO cedo) e minha espinha gelou.
Da mesma forma que eles fazem de conta que não sabem, eu faço de conta que não sei. E foi assim até a hora de eu me preparar pra deitar.
Foi quando minha mãe perguntou se "eu ia lá no Rodrigo de novo"... E o que me surpreendeu não foi a pergunta...foi a maneira como foi feita. Ela estava calma, ela estava consciente, ela estava receptiva e não agressiva. Foi natural. E isso me deixou feliz.
Quando ela descobriu que eu estava indo, achei que iamos ter uma briga muito grande em casa. Não sei o que houve comigo naquele dia, mas eu estava tão tranquila, tão forte, tão firme no que eu estava fazendo, tão certa do que estava acontecendo...que eu não deixei ela "subir" em cima de mim. Ao contrário, fiz ela ver (mesmo que somente depois, eu sei) que suas palavras foram duras e cruéis. Ela arrasou meu coração como nunca pensei que pudesse fazer, foi muito difícil e tive medo de fraquejar...pois amo demais minha mãe pra ve-la sofrer. Contudo, naquele momento eu soube também que eu não podia mais sofrer para agradar aqueles que amo...pois isso, em algum momento, ia faze-los sofrer ainda mais. Trocando em miúdos: se eu não me amo, se eu não me cuido...eu entristeço aqueles que me querem bem.
Ontem, com as palavras da minha mãe...tão simples, tão corriqueiras...eu pude ter certeza de que ela só quer me ver feliz. E ela não vai interferir no meu caminho...porque ele é meu. E ela quer o meu bem.
Paz e Luz
Os puxões de orelha foram no bom sentido. Encontrei um blog em que existem muitos textos bacanas para nós, que estamos iniciando os trabalhos na caridade atraves da mediunidade. Esses textos falam sobre todas as angústias e ansiedades que nos acometem e nos "dão um breque", afinal de contas...pra que tanta pressa, non?
As vezes acho que estou com pressa porque vejo o tempo que já perdi, mas ao mesmo tempo sei que esse tempo foi necessário para que eu chegasse até aqui da forma como sou hoje. Ontem, lendo os textos percebi que eram "para mim". Eram aquelas palavras que eu precisava "ouvir". Não preciso ter pressa em descobrir nomes de orixás ou arquétipos ou incorporações...não preciso ficar com medo e me adiantar perante minhas visões ou sensações, só me basta a paciência, discernimento, humildade.
Pedi aqueles que me acompanham auxílio nessa minha ansiedade em ajudar os outros. Pois antes de tudo preciso ajudar a mim mesma.
Pensando em tudo isso fui pra casa, e uma mansidão boa e gostosa tomou conta do meu coração. Acabei me acalmando.
Mas, como toda véspera de terça-feira (dia de trabalhos no centro), eu fico ansiosa por causa dos meus pais. Ao mesmo tempo que sei que eles já sabem, também sei que ainda não aceitam...que ainda não veem com bons olhos o que está acontecendo. E até pior: preferem fingir que não veem. Isso me machuca e preocupa. Assim, arrumando minhas coisas discretamente para amanhã...eu escutei minha mãe chegar (normalmente ela chega cedo às segundas, mas desta vez foi MUITO cedo) e minha espinha gelou.
Da mesma forma que eles fazem de conta que não sabem, eu faço de conta que não sei. E foi assim até a hora de eu me preparar pra deitar.
Foi quando minha mãe perguntou se "eu ia lá no Rodrigo de novo"... E o que me surpreendeu não foi a pergunta...foi a maneira como foi feita. Ela estava calma, ela estava consciente, ela estava receptiva e não agressiva. Foi natural. E isso me deixou feliz.
Quando ela descobriu que eu estava indo, achei que iamos ter uma briga muito grande em casa. Não sei o que houve comigo naquele dia, mas eu estava tão tranquila, tão forte, tão firme no que eu estava fazendo, tão certa do que estava acontecendo...que eu não deixei ela "subir" em cima de mim. Ao contrário, fiz ela ver (mesmo que somente depois, eu sei) que suas palavras foram duras e cruéis. Ela arrasou meu coração como nunca pensei que pudesse fazer, foi muito difícil e tive medo de fraquejar...pois amo demais minha mãe pra ve-la sofrer. Contudo, naquele momento eu soube também que eu não podia mais sofrer para agradar aqueles que amo...pois isso, em algum momento, ia faze-los sofrer ainda mais. Trocando em miúdos: se eu não me amo, se eu não me cuido...eu entristeço aqueles que me querem bem.
Ontem, com as palavras da minha mãe...tão simples, tão corriqueiras...eu pude ter certeza de que ela só quer me ver feliz. E ela não vai interferir no meu caminho...porque ele é meu. E ela quer o meu bem.
Paz e Luz
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Visitas no meio da noite...e uma insonia antes do tempo
Mesmo tomando meu querido remedinho companheiro de todas as horas, ainda tive dificuldades para dormir hoje. Não sei ao certo o que aconteceu...na verdade até sei, mas é complicado.
Recebi umas visitas, ou talvez apenas tenha começado a ver quem está por perto de mim...guiando meus passos. A questão é que eles normalmente trabalham quando estou dormindo, e quando comecei a senti-los não consegui descansar.
Claro que relevo a importancia de estar com tosse, corisa e um pano com alcool amarrado na garganta pra evitar uma catastrofe maior (crises de falta de ar)...mas eu estava muito mais agitada que o normal.
Também houve o medo de estar sozinha, e não - como na sexta pro sabado - que o meu noivo estava comigo. Então, quando eu percebia que estava começando a "vibrar" em uma frequencia que com certeza eu os veria todos...eu acordava novamente. Tive medo, mais uma vez, de pedir prova de quem eram e o que queriam. Acho desrespeitoso, no meu ver, pedir provas a eles...esses seres que me acompanham desde sempre. Mas foi a orientação que eu recebi, e estou tentando ao máximo faze-la.
Assim, aos poucos eu fui caindo num sono sem sonhos e intranquilo. Para ser honesta, sonhei com um rio que desaguava no mar e me vi no centro recebendo meu caboclo, que não queria dar o nome...mas no fim dava... alguma coisa "sete ondas"... era isso o que ele dizia. (suspeito que seja Ogum Sete Ondas...mas preciso de mais certezas a respeito disso).
Aliás, estou procurando informações sobre os arquétipos de Ogum...cada vez me surpreendo mais com as semelhanças na minha personalidade...quem sabe, né?
Enfim...sei que por causa dessas visitinhas ontem a noite, acabei dormindo mal e pouco (mesmo com o remédio). Estou num pique lascado, mas parece que trabalhei a noite inteira... T.T
Espero que o dia não demore demais a passar...
Paz e Luz!
Recebi umas visitas, ou talvez apenas tenha começado a ver quem está por perto de mim...guiando meus passos. A questão é que eles normalmente trabalham quando estou dormindo, e quando comecei a senti-los não consegui descansar.
Claro que relevo a importancia de estar com tosse, corisa e um pano com alcool amarrado na garganta pra evitar uma catastrofe maior (crises de falta de ar)...mas eu estava muito mais agitada que o normal.
Também houve o medo de estar sozinha, e não - como na sexta pro sabado - que o meu noivo estava comigo. Então, quando eu percebia que estava começando a "vibrar" em uma frequencia que com certeza eu os veria todos...eu acordava novamente. Tive medo, mais uma vez, de pedir prova de quem eram e o que queriam. Acho desrespeitoso, no meu ver, pedir provas a eles...esses seres que me acompanham desde sempre. Mas foi a orientação que eu recebi, e estou tentando ao máximo faze-la.
Assim, aos poucos eu fui caindo num sono sem sonhos e intranquilo. Para ser honesta, sonhei com um rio que desaguava no mar e me vi no centro recebendo meu caboclo, que não queria dar o nome...mas no fim dava... alguma coisa "sete ondas"... era isso o que ele dizia. (suspeito que seja Ogum Sete Ondas...mas preciso de mais certezas a respeito disso).
Aliás, estou procurando informações sobre os arquétipos de Ogum...cada vez me surpreendo mais com as semelhanças na minha personalidade...quem sabe, né?
Enfim...sei que por causa dessas visitinhas ontem a noite, acabei dormindo mal e pouco (mesmo com o remédio). Estou num pique lascado, mas parece que trabalhei a noite inteira... T.T
Espero que o dia não demore demais a passar...
Paz e Luz!
domingo, 9 de novembro de 2008
O ínicio...
Esse espaço não tem senão o intuito de um puro local para escapar e desabafar as situações que me acometem espiritualmente.
O ínicio de tudo foi a mais ou menos 17 anos, quando eu tive minha primeira experiência com a psicografia e a visão daqueles que não mais estão conosco. Também foi quando tive o primeiro sonho que culminou na perda do meu Tio.
Muita coisa aconteceu desde então, e hoje estou num momento de estrangulmanento.
Sempre fui católica, sempre fui crente em Jesus Cristo, Maria e em especial Nsa. do Sagrado Coração. Sou crismada, já fui catequista e tenho uma emoção sem fim quando escuto a Palavra. Porém, a religião católica não soube me explicar (ou guiar) o que eu sinto. Porque eu tenho sonhos premonitórios? Porque vejo, sinto, ouço pessoas/espíritos/seres de luz ao meu redor? Porque sei de algumas coisas que outros não sabem?
Essas dúvidas me perseguiram por muito tempo...eu sempre evitei, mas sempre as segui. Nos meus 15 anos foi o kardecismo que "bateu a minha porta"...mas eu não entrei. Por volta dos 20 anos estudei um pouco de angelologia, e também a mitologia que sempre me encantou...mas não entrava mais fundo em nada. Foi quando conheci meu noivo... e, além de todas as outras coisas boas que ele fez pra mim, ele me apresentou a umbanda.
Não houve influencia. Eu quis ir conhecer. Ele até teve muito medo da primeira vez que eu fui (talvez não tanto quanto eu tive...preconceitos a parte...rs), mas eu fui por vontade própria.
No meio do caminho "caiu em meu colo" um DVD...uma ópera brasileira, chamada "O Alabê de Jerusalém". Depois que assisti esse vídeo, alguma coisa na minha cabeça desligou...e ligou no meu coração. Eu descobri que não precisava desacreditar em nada do que já aprendi da religião católica, e ainda assim iniciar meus conhecimentos no espiritual com a ajuda da umbanda. Eu simplesmente podia fazer por mim mesma, eu podia trabalhar ambas as crenças, porque no final...era apenas uma: Deus uno e verdadeiro, com nomes diferentes em cada região do planteta...onde prega a igualdade e o amor ao próximo...a caridade e a paz. Esse é o Meu Deus, e isso nunca iria mudar...independente de onde eu estivesse.
De lá pra ca foram 4 anos. Faz aproximadamente 1 mês que eu resolvi assumir a minha espiritualidade na umbanda. Muitas coisas estão acontecendo desde então. Sinto como se durante todos esses 17 anos eu construisse uma barragem, e que agora...de repente...ela quebrou. E a enxurrada é grande.
Esse blog é uma tentativa de transmitir todas as minhas sensações, dúvidas, medos, experiências e desafios após essa decisão. Aqui um breve resumo.
No próximo, o primeiro capítulo de (espero) uma longa história.
Paz e Luz,
Ariel
O ínicio de tudo foi a mais ou menos 17 anos, quando eu tive minha primeira experiência com a psicografia e a visão daqueles que não mais estão conosco. Também foi quando tive o primeiro sonho que culminou na perda do meu Tio.
Muita coisa aconteceu desde então, e hoje estou num momento de estrangulmanento.
Sempre fui católica, sempre fui crente em Jesus Cristo, Maria e em especial Nsa. do Sagrado Coração. Sou crismada, já fui catequista e tenho uma emoção sem fim quando escuto a Palavra. Porém, a religião católica não soube me explicar (ou guiar) o que eu sinto. Porque eu tenho sonhos premonitórios? Porque vejo, sinto, ouço pessoas/espíritos/seres de luz ao meu redor? Porque sei de algumas coisas que outros não sabem?
Essas dúvidas me perseguiram por muito tempo...eu sempre evitei, mas sempre as segui. Nos meus 15 anos foi o kardecismo que "bateu a minha porta"...mas eu não entrei. Por volta dos 20 anos estudei um pouco de angelologia, e também a mitologia que sempre me encantou...mas não entrava mais fundo em nada. Foi quando conheci meu noivo... e, além de todas as outras coisas boas que ele fez pra mim, ele me apresentou a umbanda.
Não houve influencia. Eu quis ir conhecer. Ele até teve muito medo da primeira vez que eu fui (talvez não tanto quanto eu tive...preconceitos a parte...rs), mas eu fui por vontade própria.
No meio do caminho "caiu em meu colo" um DVD...uma ópera brasileira, chamada "O Alabê de Jerusalém". Depois que assisti esse vídeo, alguma coisa na minha cabeça desligou...e ligou no meu coração. Eu descobri que não precisava desacreditar em nada do que já aprendi da religião católica, e ainda assim iniciar meus conhecimentos no espiritual com a ajuda da umbanda. Eu simplesmente podia fazer por mim mesma, eu podia trabalhar ambas as crenças, porque no final...era apenas uma: Deus uno e verdadeiro, com nomes diferentes em cada região do planteta...onde prega a igualdade e o amor ao próximo...a caridade e a paz. Esse é o Meu Deus, e isso nunca iria mudar...independente de onde eu estivesse.
De lá pra ca foram 4 anos. Faz aproximadamente 1 mês que eu resolvi assumir a minha espiritualidade na umbanda. Muitas coisas estão acontecendo desde então. Sinto como se durante todos esses 17 anos eu construisse uma barragem, e que agora...de repente...ela quebrou. E a enxurrada é grande.
Esse blog é uma tentativa de transmitir todas as minhas sensações, dúvidas, medos, experiências e desafios após essa decisão. Aqui um breve resumo.
No próximo, o primeiro capítulo de (espero) uma longa história.
Paz e Luz,
Ariel
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