Eu sou o sal da terra e a luz do mundo.
Mas também sou filha da Terra e o sangue que corre em minhas veias é o mesmo das seivas das plantas, a água que transporta em mim o alimento é aquela que corre para dentro do mar. Esse ar que hoje respiro foi absorvido pelos meus antepassados e as raízes que hoje crio serão a visão futura dos meus próprios filhos.
Eu sou muito mais que filha desta Terra, eu faço parte desse planeta. Eu me ligo a ele pois sou feita do mesmo material.
Eu sou fogo, com as palavras da minha boca tendo a mesma força que o rugido do leão. Eu sou água, na calmaria de um dia tranquilo e na retirada do mal. Eu sou terra, fixada na família que estrutura-se como uma colméia ou alcatéia. E também sou ar, respeitando o ritmo do mesmo modo que o balançar das árvores.
Me chamam Odum, me chamam Oyá, me chamam Nanã ou Iemanjá. Posso ser Oxalá ou Ibeji...Posso ser Xangô e Omolu. Talvez até mesmo Iansã ou Oxumarê. Mas eu sou mais.
No meu coração cabem todos eles. No meu coração sou todos eles. No meu coração pulsa a energia da própria Terra.
Eu sou a força e instrumento desse espírito único.
Eu sou a essencia de Gaia.
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