Tenho participado do grupo de discussão "Povo de Aruanda" faz poucos meses, apenas acompanhando os tópicos e saciando minha sede de saber. Porém, algumas últimas "conversas" me fizeram pensar que algo que acredito muito é a verdadeira essencia dessa religião tão...miscigenada.
Alguém aqui já deve ter assistido à ópera brasileira "O Alabê de Jerusalém". Se não, recomendo.
Católica há 25 anos e depois de muito "apanhar" da mediunidade que tenho, assistir esse DVD foi um bálsamo para minhas dúvidas.
Não sei se me farei entender exatamente, não gostaria de criar polêmica, apenas uma discussão saudável para o entendimento.
No dito musical, existe um determinado momento que fala sobre a intolerancia religiosa. Ali eles apresentam vários icones de religiões mundiais, tais como a hindu, budista, católica, judaica, esotérica e - claro - umbanda e espírita. Ao final, o ator que representa a entidade Alabê menciona algo que me emocionou. Se existe alguma religião hoje que respeita inteiramente a vida em todas as suas formas é a Ecologia.
Então eu sou ecóloga!
Mas porque será que os pensamentos diferentes, de regiões diferentes, de avatares diferentes espalhados pelo mundo por UM MESMO DEUS não podem conviver em paz? Será que as culturas são assim tão diversas para não terem respeito umas pelas outras? Serão como água e óleo? Não consigo acreditar nisso.
Vivo a intolerancia dentro da minha casa, depois que abracei a umbanda para aprimorar minhas qualidades clarividentes mas sem esquecer os ensinamentos cristãos que tenho em meu coração. Vivo a intolerancia no centro que frequento, justamente por ter esses ensinamentos católicos dentro de mim.
Mas não vou desistir. Pois acredito na Umbanda. Assim como acredito na Igreja, ou na Ecologia.
O que pensam sobre isso?
Deixo uma música muito bela, que se não escutaram - por favor - escutem. Ela tem um trecho que fala justamente sobre isso.
Paz e Luz para todos.
"O tudo é uma coisa só
(O teatro mágico)
Tem horas que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?
Boneca, panela, chinelo, carro, o no que eu desamarro
Surge pra me dar um nó
Você aparece de repente e coloca em minha frente dúvida maior
Se tudo que eu preciso se parece
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?
Balaio, de domingo eu não saio
De bambu e corda... so se for pra rezar
Luz... no cabelo e nos olhos
No sorriso do justo feito pra iluminar
Cruz... na parede e no púlpito
Nas nossas costas de súbito
Pesadas pra se carregar
Porta, abre e fecha o caminho
O balaio eu carrego sozinho e ilumino esta cruz
com meu jeito de andar... porque...
Tem horas que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?
mãe, primo, pai, avo, padrinho, zelador juiz, vizinho,
tio, cunhado, irmão, avó
família é um assunto complicado
quem não gosto mora ao lado e o mais velho mora só
Pois traga um colchão aqui pra sala
por que é que não se junta tudo numa coisa só?
Poeta, ouvidor, desenhista, musico, malabarista...
comediante o que for
Todo mundo procura um lugar, pra poder compartilhar...
da dor e da alegria
Sarau em Arcoverde só de sexta venho aqui reivindicar
eu quero isso todo dia
Sarau na Arcoverde só de sexta venho aqui reivindicar
eu quero isso todo dia
Tem horas que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?
Católico, evangélico, budista, macumbeiro, corintiano,
espírita ou ateu
Todo mundo busca a paz interna tamo aqui pra ser lanterna!
foi assim que Ele escreveu
Palavras e palavras e palavras
e ainda acham que o Deus do outro não pode ser meu
Quando juntarmos... você comigo... Cordão umbilical e umbigo
A gente vai ser só um
E até lá eu não vou caminhar mais sozinho
O distante será meu vizinho... e o tempo será...
A hora que eu quiser!! Horas!!
Tem horas que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?"
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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