É...não é a toa que uso esse apelido aqui no blog.
Diferentemente das entidades, ele é parte da minha vida e tenho certeza que nunca viveu nessa Terra. Não como ser humano, acredito. No começo o chamei de amigo imaginário (como conta minha mãe), depois que cresci um pouco passei a chamá-lo de anjo da guarda...e hoje, simplesmente de guardião. Mas ele continua tendo nome de anjo.
Ariel.
Ele é um rapazote e por muito tempo o vi assim. Depois de alguns exercícios mentais em que encontrei a porta de onde ele "mora", acabei por perceber que sua "verdadeira" imagem é a de um ancião de cabelos bem branquinhos. Mas ele não gosta que eu o veja assim. Porque assim ele parece sério demais...rs
O Ariel é meu companheiro e orientador. E, claro, um palhaço. Tem a terrível mania de sempre me fazer rir. E eu não me incomodo com isso. Por muitos anos deixei-o distante da minha vida, mas sei que fui eu...não foi ele quem se afastou. De vez em qdo eu sabia que ele estava por perto pelas pequenas borboletas amarelas que punha em meu caminho.
Agora que me encontrei na umbanda, ele acabou se mostrando ainda mais "fanfarrão". E é muito engraçado percebe-lo fazendo bagunça com a Rosinha por todo o lugar. Nessa última semana ele aprontou de tudo durante todo o dia. Foi impressionante a capacidade dele de distrair minha mente para suas badernas... rs
Não tenho estado exatamente bem. Minhas dores voltaram por conta da mudança de tempo, e ele sempre tenta fazer eu distrair minha cabeça qdo estou assim. E aquela maluquice dele ficar sempre do lado de fora da janela do onibus, voando e fazendo caretas ainda vai me fazer passar algum apuro (porque tenho vontade de explodir em gargalhadas). Agora arrumou a Rosinha pra fazer igual do outro lado... tsc tsc tsc (são crianças que eu teimo em tentar controlar...rs)
Aliás, essas aventuras dele são divertidas demais...porque as crianças o veem e ficam querendo brincar com ele. As mães procuram com quem os bebes estão "falando" e não encontram...pois bem, é o Ariel fazendo das suas.
Eu o amo muito. Sei que ele é parte de mim, sei que sou parte dele. Sei que tenho muito o que aprender com seu comportamento infantilmente adulto e sábio. Sei que ele me liberta.
Ele sou eu. Talvez melhor. É provável que seja o que idealizo de mim.
Sei que ele me protege. Que me guarda. Que me faz bem.
Ariel. Meu anjo brincalhão.
sábado, 21 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
O sono de Rosinha
Eu estava deitada na minha cama e ela ficou comigo o tempo todinho naquele dia. Na verdade, tendo a acreditar que ela esta sempre comigo (afinal, sou filha de Ibeji), porém senti ela bem próxima naqueles momentos. Porém...pra dormir, a agitação dela acaba me atrapalhando. Não que me incomode, mas é como uma criança que está sempre ligada no 220v e não precise dormir nunca mais.
Só que eu sou humana, não é?
Conversei muito com ela, sentindo-a próxima e fazendo um bico do tamanho de uma tromba. E assim, neste estágio que ficamos entre a realidade e o sonho, eu consegui enxergá-la.
E essa foi minha primeira história.
"- Vamos, Rosinha, ela precisa dormir. Vem, vamos para Aruanda.
Os cabelos dela são cacheados e negros, presos em duas chucas por fitas cor de rosa...como não podia deixar de ser. Tenho a impressão dela ter uns 8 ou 10 anos, mas sua personalidade é bem mais novinha que isso. E sua expressão, quando o Antigo pegou sua mão, não foi das melhores.
- Não vou deixá ela suzinha!
Por um único instante achei que o Antigo ia perder as estribeiras. Mas foi tão sutil, que a Rosinha nem notou. Mas a Vó sim. Ela chegou rindo daquilo tudo, e eu, no inconsciente sorri junto...a simpatia de Dona Amaralina é absolutamente contagiante. A negra mulher passa a mão pelos cabelos da menina.
- Obedeça os mais velhos, pequenina. E ela não vai ficar sozinha. Ela nunca fica. A Vó vai ficar com ela hoje.
Mas a questão não era eu ficar sozinha. A questão era ela não querer ir embora. Senti minha voz ressoando na mente deles e dizendo a Rosinha que eu ia ficar bem, que ela também tinha que descansar e que no dia seguinte ela voltava pra me ver. Um pouco resistente, ela pegou a mão do Antigo. Um beijo estalado pôde ser ouvido, era ela pedindo a bença para a Vó.
Senti um cafuné gostoso no meu cabelo, e essa nêga véia linda, minha Vó Amaralina, estava a me acarinhar. Olhei pra frente e vi Rosinha seguindo por um longo corredor com névoa branca. E, após acreditar que o Antigo era tão sério, o vi sorrir para mim.
O restante, foi um sonho bom... que conto em outro dia"
Paz e Luz
Só que eu sou humana, não é?
Conversei muito com ela, sentindo-a próxima e fazendo um bico do tamanho de uma tromba. E assim, neste estágio que ficamos entre a realidade e o sonho, eu consegui enxergá-la.
E essa foi minha primeira história.
"- Vamos, Rosinha, ela precisa dormir. Vem, vamos para Aruanda.
Os cabelos dela são cacheados e negros, presos em duas chucas por fitas cor de rosa...como não podia deixar de ser. Tenho a impressão dela ter uns 8 ou 10 anos, mas sua personalidade é bem mais novinha que isso. E sua expressão, quando o Antigo pegou sua mão, não foi das melhores.
- Não vou deixá ela suzinha!
Por um único instante achei que o Antigo ia perder as estribeiras. Mas foi tão sutil, que a Rosinha nem notou. Mas a Vó sim. Ela chegou rindo daquilo tudo, e eu, no inconsciente sorri junto...a simpatia de Dona Amaralina é absolutamente contagiante. A negra mulher passa a mão pelos cabelos da menina.
- Obedeça os mais velhos, pequenina. E ela não vai ficar sozinha. Ela nunca fica. A Vó vai ficar com ela hoje.
Mas a questão não era eu ficar sozinha. A questão era ela não querer ir embora. Senti minha voz ressoando na mente deles e dizendo a Rosinha que eu ia ficar bem, que ela também tinha que descansar e que no dia seguinte ela voltava pra me ver. Um pouco resistente, ela pegou a mão do Antigo. Um beijo estalado pôde ser ouvido, era ela pedindo a bença para a Vó.
Senti um cafuné gostoso no meu cabelo, e essa nêga véia linda, minha Vó Amaralina, estava a me acarinhar. Olhei pra frente e vi Rosinha seguindo por um longo corredor com névoa branca. E, após acreditar que o Antigo era tão sério, o vi sorrir para mim.
O restante, foi um sonho bom... que conto em outro dia"
Paz e Luz
Histórias de Aruanda
É...é isso mesmo! Pode parecer esquisito, mas o que vou fazer segue muito meu coração. E foi confirmado de forma bem explícita que posso faze-lo. (O Ariel é um anjo fanfarrão...rs)
Bom, eu tenho dom para escrever. Faço isso há 15 anos e não acredito que irei parar tão cedo. Até hoje o que fiz foi pegar alguns personagens emprestados de animações que gosto e inserir em contextos que não via nos seriados de TV. Ou seja, eu faço fanfics (fições de fã).
Isso, as vezes, me faz crer que tenho um quê de imaginação além da média... ou melhor, que eu exercito minha imaginação e não deixo ela ser influenciada pela rotina diária. Alguma coisa nova sempre me chama a atenção ou, até mesmo, as pequenas coisas.
Enfim...tudo isso é pra dizer que vou começar a contar alguns sonhos e visões que tenho das minhas entidades de uma forma um pouquinho mais romanceada aqui. A base sempre vai ser aquilo que vivo no mundo real/espiritual, mas sempre terá alguma coisinha que vou incrementar.
Quero deixar claro que isso NÃO É psicografia.
Apesar de eu ter também uma facilidade para esse tipo de mediunidade, não a treinei e por isso acho até perigoso mecher com tal situação e propagar isso.
O que quero é transmitir os conhecimentos (e porque não dizer aventuras) das entidades que conheço e trazer um pouquinho que seja de como imagino Aruanda.
Paz e Luz!
Bom, eu tenho dom para escrever. Faço isso há 15 anos e não acredito que irei parar tão cedo. Até hoje o que fiz foi pegar alguns personagens emprestados de animações que gosto e inserir em contextos que não via nos seriados de TV. Ou seja, eu faço fanfics (fições de fã).
Isso, as vezes, me faz crer que tenho um quê de imaginação além da média... ou melhor, que eu exercito minha imaginação e não deixo ela ser influenciada pela rotina diária. Alguma coisa nova sempre me chama a atenção ou, até mesmo, as pequenas coisas.
Enfim...tudo isso é pra dizer que vou começar a contar alguns sonhos e visões que tenho das minhas entidades de uma forma um pouquinho mais romanceada aqui. A base sempre vai ser aquilo que vivo no mundo real/espiritual, mas sempre terá alguma coisinha que vou incrementar.
Quero deixar claro que isso NÃO É psicografia.
Apesar de eu ter também uma facilidade para esse tipo de mediunidade, não a treinei e por isso acho até perigoso mecher com tal situação e propagar isso.
O que quero é transmitir os conhecimentos (e porque não dizer aventuras) das entidades que conheço e trazer um pouquinho que seja de como imagino Aruanda.
Paz e Luz!
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